É o seguinte: a posição no draft significa muito menos do que as pessoas pensam quando esses caras chegam a uma quadra da NBA. Lembram-se de Anthony Bennett? Primeira escolha geral em 2013. Jogou 151 jogos na carreira. Ou que tal Nikola Jokic, escolhido em 41º em 2014? Dois MVPs depois, ele redefiniu a posição de pivô. Avaliadores de talentos erram, GMs ficam gananciosos e, às vezes, um jogador simplesmente cai na situação perfeita. A verdadeira corrida não é sobre onde você foi escolhido; é sobre oportunidade e produção.
Miller vai para Atlanta e assumirá um papel de pontuador principal desde o primeiro dia. Ele é um pontuador "micro-ondas", um cara que pode fazer 25 pontos em qualquer noite com um arremesso sem esforço e um drible agressivo. Pense em Devin Booker com um pouco mais de explosão no drible. Seus números universitários em Duke foram impressionantes: 23,8 pontos, 4,1 assistências e 3,2 rebotes com 46% de aproveitamento nos arremessos de quadra, incluindo 39% de três pontos. Os Hawks, recém-saídos de outra temporada mediana, darão a ele as chaves do ataque. Trae Young ainda comandará o show, mas Miller se tornará a clara segunda opção. Projeção por 36 minutos: 20,5 pontos, 4,0 assistências, 3,5 rebotes. Ele terá alguns problemas de turnover, provavelmente cerca de 3,0 por jogo, enquanto se ajusta à fisicalidade e velocidade da NBA, mas a pontuação estará lá. Atlanta precisa de um impulso, e Miller o proporciona.
Brooks é um prospecto fascinante, um legítimo pivô de dois lados da quadra com um físico pronto para a NBA, medindo 2,08 metros e pesando 106 kg. Ele passou um ano em Kentucky, com médias de 16,5 pontos, 10,2 rebotes e 2,5 tocos. Ele tem o trabalho de pés para defender no perímetro contra trocas e a força bruta para se manter no garrafão. Ofensivamente, ele não é um jogador de costas para a cesta, mas sim um ala-pivô que pode arremessar de média distância e finalizar forte na cesta. Os Hornets ainda estão se ajustando em torno de LaMelo Ball e Brandon Miller. Brooks imediatamente se encaixa como seu ala-pivô titular, oferecendo uma âncora defensiva que eles não tinham há anos. Ele não liderará o time em pontuação, mas seu impacto será sentido em ambos os lados da quadra. Projeção por 36 minutos: 15,0 pontos, 9,5 rebotes, 2,0 tocos. Seu aproveitamento nos lances livres (72% na universidade) precisa melhorar, mas sua energia é implacável.
Este é o que mais me entusiasma. Mensah é um armador puro, um orquestrador que prioriza o passe com visão de quadra de elite e um controle de bola preciso. Ele jogou duas temporadas na UCLA, com médias de 14,2 pontos e 8,9 assistências em sua segunda temporada. Mas aqui está o segredo: ele vai para San Antonio. Todos sabemos o que Gregg Popovich faz com armadores talentosos e altruístas. Mensah estará fazendo pick-and-rolls com Victor Wembanyama desde o primeiro dia. Sua capacidade de criar para os outros abrirá uma nova dimensão para o ataque dos Spurs. Ele não é um arremessador de alto volume, mas é eficiente quando arremessa (48% de quadra, 37% de três pontos). Os números