A Dupla Reação de Green à Grande Fala de Wemby
Draymond Green vive para isso. Victor Wembanyama, o fenômeno de 20 anos, acaba de encerrar sua temporada de estreia com médias de 21,4 pontos, 10,6 rebotes, 3,9 assistências e absurdos 3,6 tocos por jogo. Então ele foi à televisão ao vivo e, sem piscar, declarou-se o "favorito" para o MVP do próximo ano. Você podia praticamente ouvir Green gargalhando de seu estúdio de podcast. Draymond respeita esse tipo de autoconfiança audaciosa. É o mesmo fogo que impulsionou sua própria ascensão de uma escolha de segunda rodada em 2012 para um tetracampeão da NBA e Jogador Defensivo do Ano. Ele vê um espírito afim na convicção de Wemby, um jovem que não é apenas talentoso, mas sabe disso e não tem medo de dizê-lo em voz alta. Essa é uma característica que Green valoriza acima de quase tudo em um competidor.
O Elogio e a Armadilha
Aqui está a questão: Green também odeia isso. Não porque ele duvide do potencial de Wembanyama – poucos jogadores na história da liga conseguiram um jogo 5x5 (27 pontos, 10 rebotes, 8 assistências, 5 roubos de bola, 5 tocos contra os Lakers em 23 de fevereiro) como um novato. Não, ele odeia porque é uma distração. Green passou toda a sua carreira pregando o evangelho do basquete em equipe, de colocar a vitória acima das honrarias individuais. Quando ele se juntou aos Warriors, eles eram um time de playoffs, mas foi somente quando sua defesa e sua capacidade de criação de jogadas realmente floresceram ao lado de Stephen Curry e Klay Thompson que eles começaram a ganhar títulos em 2015. Wemby, enquanto isso, acabou de terminar uma temporada em que os Spurs tiveram um recorde de 22-60, o que os colocou em 14º lugar na Conferência Oeste. Seus incríveis números individuais, como aquele jogo de 40 pontos e 20 rebotes contra os Knicks em 29 de março, muitas vezes vieram em derrotas. Green sabe que as conversas sobre MVP, especialmente para um jogador em um time perdedor, podem atrapalhar o desenvolvimento e criar atrito interno. Ele já viu isso antes.
A Doutrina Draymond
Olha, Green entende o jogo da mídia. Ele entende a construção de uma marca. Mas ele também entende a dura verdade da NBA: os prêmios individuais são secundários aos banners. Se Wembanyama realmente quer ser um MVP, ele precisa primeiro se concentrar em tornar os Spurs uma ameaça legítima nos playoffs. Isso significa melhorar sua eficiência (sua porcentagem de arremessos de quadra de 46,5% não é ruim, mas pode melhorar) e, mais importante, elevar o jogo de todos ao seu redor. Os Warriors de Green não venceram porque um cara era MVP; eles venceram porque Curry, Thompson e o próprio Green eram todos altruístas, jogando um belo basquete. Minha opinião? Wembanyama não vai nem cheirar um troféu de MVP até que os Spurs vençam pelo menos 45 jogos. A liga simplesmente não entrega esse prêmio a jogadores de times de loteria, não importa o quão espetaculares sejam seus destaques. Giannis Antetokounmpo não ganhou seu primeiro MVP em 2019 até que os Bucks tivessem o melhor recorde da NBA com 60-22.
Então, embora Green admire a audácia, ele provavelmente também está balançando a cabeça. Ele está pensando: "Garoto, concentre-se em vencer. O resto virá." Minha previsão ousada é que Wembanyama terá números ainda mais insanos na próxima temporada, talvez até uma média de triplo-duplo, mas os Spurs ainda perderão os playoffs, e o troféu de MVP irá para alguém como Shai Gilgeous-Alexander, cujo time Thunder garantirá uma das duas primeiras posições no Oeste.