Lembra quando o basquete do Wisconsin Lutheran High School era *o* programa em Wisconsin? Não faz tanto tempo assim, na verdade. Estamos falando de um período dominante, uma sequência que os viu erguer as Bolas de Ouro em 2014, 2016 e 2017. Três campeonatos estaduais em quatro anos. Isso é território de dinastia, especialmente para uma escola da Divisão 2. Aqueles times contavam com jogadores como Darquise Washington, que foi jogar na UW-Milwaukee, e o consistentemente excelente Terry Porter Jr., que acabou indo para Idaho State. Aqueles elencos eram recheados de talento, profundidade e uma certa arrogância.
A questão é que essa arrogância diminuiu um pouco. O último título estadual foi há sete anos. Eles chegaram ao Kohl Center em 2022, claro, mas caíram nas semifinais para Pewaukee, 52-47. Na temporada passada, terminaram com 18-8, um recorde respeitável, mas foram eliminados na final regional por Wauwatosa West, 60-56. Não é um desastre, de forma alguma. Muitos programas matariam por esse tipo de consistência. Mas para uma escola acostumada a pendurar faixas, parece diferente. Parece que eles estão estagnados.
**A Era Pós-Timeo e o Caminho a Seguir**
Sejamos realistas, o maior fator na mudança recente é a saída de Timeo Taylor. O ala de 1,96m, destaque por quatro anos, levou seus talentos para South Dakota State. Ele era o líder indiscutível deles, com médias de 19,3 pontos e 7,1 rebotes por jogo em seu último ano (2022-23). Substituir esse tipo de produção, esse tipo de presença, não é fácil. Na temporada passada, o armador sênior Konner Stumbris se destacou, marcando 16,2 pontos por jogo, e o calouro Zavier Zens adicionou 10,5 pontos. Mas você não pode substituir um Timeo Taylor com apenas um jogador. É preciso um esforço coletivo, uma redefinição de identidade.
A questão é a seguinte: o técnico Ryan Walz ainda está no comando. Ele esteve lá para toda a glória, e ele ainda é o homem certo para o trabalho. Ele sabe como desenvolver talentos, como construir uma cultura vencedora. O problema não é o treinamento; é encontrar a próxima peça fundamental, o próximo talento que muda o jogo e que pode elevar todo o elenco. Eles tiveram alguns bons jogadores desde os anos de campeonato – Jalen Wilson, Jamiere Brown e o próprio Taylor – mas nenhum deles conseguiu impulsionar outra corrida profunda no torneio. O fluxo de talentos não secou completamente, mas certamente não está jorrando como antes.
**Minha Opinião sobre o Futuro dos Vikings**
Não se trata apenas de recrutamento; trata-se do cenário competitivo. A Divisão 2 em Wisconsin está brutal agora. Você tem programas poderosos como Pewaukee, com jogadores como Nick Janowski dominando, e depois há Whitnall, Kaukauna e La Crosse Central, todos consistentemente na disputa. O Wisconsin Lutheran não está mais competindo apenas contra si mesmo; eles estão em uma briga de cachorros todos os anos. Eles não tiveram uma temporada de conferência invicta desde 2017-18, quando fizeram 14-0 na Woodland West. No ano passado, terminaram com 10-4. Isso diz algo.
Minha previsão? Esta próxima temporada (2024-25) é decisiva para eles se restabelecerem como um verdadeiro candidato da D2. Se eles não voltarem pelo menos ao Kohl Center, a conversa muda de "quando eles vão ganhar outro título?" para "os dias de glória ficaram para trás?". Na verdade, acho que eles vão surpreender algumas pessoas. Zavier Zens, agora júnior, está pronto para um ano de destaque, e estou ouvindo sussurros sobre alguns calouros promissores que podem contribuir imediatamente. Eles vão vencer a Woodland West com um recorde de 12-2 e farão uma corrida profunda, garantindo uma vaga no torneio estadual, embora eu não os veja levantando a Bola de Ouro ainda.