O Garden tem estado agitado. Você sente isso mesmo assistindo pela TV. Os Knicks estão em uma sequência de 8-0 em casa, uma série que se estende desde 23 de janeiro, quando venceram o Utah Jazz por 118-103. Eles têm estado imparáveis, simples assim, e o Madison Square Garden tem sido o tipo de caldeirão que não víamos consistentemente desde os anos 90. Agora vem New Orleans, um time que, no papel, não parece ser uma grande ameaça com 25-47, bem fora da zona de playoffs no Oeste.
Mas aqui está o detalhe: você não pode subestimar os Pelicans. Não com Zion Williamson na cidade. Ele marcou 36 pontos e pegou 10 rebotes contra eles em dezembro, um jogo que os Knicks realmente venceram por 121-112 fora de casa. Mas aquele era um time diferente dos Knicks, ainda se ajustando. Esta versão, a que está arrasando em fevereiro e março, é construída sobre a defesa e a pura vontade de Jalen Brunson. Brunson tem uma média de 28,5 pontos e 6,7 assistências nesta sequência em casa, um trecho de jogo verdadeiramente de elite. Ele é o motor, sem dúvida.
**O Fator Zion**
Olha, Zion Williamson é uma força. Ele pode ser um enigma fora da quadra e às vezes nela com lesões, mas quando está saudável e engajado, ele é um dos talentos mais únicos da liga. Ele acabou de marcar 28 pontos e 11 rebotes em uma vitória contra os Blazers na segunda-feira. Ele ainda tem apenas 23 anos, e está mostrando lampejos daquela explosão imparável perto da cesta. Os Knicks não o enfrentam no MSG desde março do ano passado, um jogo em que ele fez 26 pontos e 10 rebotes em um esforço perdedor. O problema para New Orleans é muitas vezes a consistência, e um elenco de apoio que simplesmente não se encaixa. Brandon Ingram é um pontuador suave, mas tem estado machucado e inconsistente, com média de 19,5 pontos nesta temporada, abaixo do seu auge.
A defesa dos Knicks, no entanto, é o que torna este confronto interessante. Eles seguraram o Golden State Warriors a apenas 105 pontos na semana passada e sufocaram os Celtics, limitando-os a 109 pontos em uma grande vitória em 24 de fevereiro. Tom Thibodeau terá um plano de jogo para Zion, provavelmente envolvendo muita ajuda e tentando canalizá-lo para o tráfego. Isaiah Hartenstein e Mitchell Robinson são excelentes protetores de aro. Não se trata apenas de parar Zion, porém; trata-se de conter sua capacidade de atrair faltas e criar caos. Ele foi para a linha de lance livre 14 vezes naquele jogo de dezembro. Isso precisa ser minimizado.
**O caso de MVP de Brunson dá mais um passo**
Vou dizer: Jalen Brunson merece mais destaque para MVP do que está recebendo. Ele não está apenas marcando números; ele está elevando uma franquia inteira. Quando Julius Randle caiu com uma luxação no ombro em 27 de janeiro, todos se prepararam para uma queda. Em vez disso, Brunson elevou seu jogo, carregando o peso. Ele marcou 38 pontos contra os Pistons em 26 de fevereiro, e depois seguiu com 45 contra os Blazers dois dias depois. Ele está jogando com um chip no ombro, e é contagiante. Os Knicks estavam 29-17 quando Randle se machucou; eles estão 18-8 desde então. Isso é um testemunho da liderança de Brunson e do puro poder de fogo ofensivo.
Essa sequência de vitórias em casa significa algo. Construiu confiança e mostrou à liga que os Knicks são verdadeiros candidatos no Leste. Mas aqui está minha previsão ousada: os Pelicans, impulsionados por uma grande noite de Zion, quebrarão a sequência de vitórias em casa dos Knicks. New Orleans joga solto, sem pressão, e às vezes é exatamente isso que é preciso para surpreender um time que tem algo a perder. O Garden estará vibrando, mas os Pelicans conseguirão a surpresa, 115-112.