Lembra dos Pistons de 2023-24? Sim, aquele que se arrastou para um recorde de 14-68, terminando em último lugar no Leste. Parecia o Dia da Marmota em Detroit. Avançando para hoje, e este time está no topo da classificação da Conferência Leste, com um impressionante 27-9 nos primeiros 36 jogos. Todo mundo quer falar sobre o arremesso aprimorado de Cade Cunningham ou os números monstruosos de rebotes de Jalen Duren. Mas há uma força mais silenciosa em jogo, um cara que passou a última temporada aprimorando seu ofício na G League, e suas impressões digitais estão por toda parte nesta reviravolta dos Pistons: Assane Sène.
Sène, um assistente técnico senegalês que começou sua carreira no Motor City Cruise, a afiliada da G League dos Pistons, trouxe uma nova perspectiva e um foco implacável nos fundamentos. Ele não é o cara que desenha as jogadas de última hora na lateral, mas seu trabalho nos bastidores, particularmente com o desenvolvimento de jogadores e esquemas defensivos, tem sido absolutamente vital. Na temporada passada, o Cruise realmente registrou um respeitável recorde de 22-10, um contraste gritante com as dificuldades do time principal. Sène foi uma parte fundamental desse sucesso, treinando jovens prospectos na defesa de transição e nas coberturas de pick-and-roll.
Olha, a defesa dos Pistons em 2023-24 era uma peneira, cedendo 121,5 pontos por jogo, ocupando o 29º lugar na liga. Nesta temporada? Eles estão segurando os adversários em 105,2 pontos, o que é bom para o terceiro lugar geral. Isso não é coincidência. A influência de Sène, particularmente nos jovens pivôs como Duren e Isaiah Stewart, é clara. Duren, que teve uma média de 0,8 tocos no ano passado, agora está bloqueando 2,1 arremessos por jogo, ancorando uma defesa de garrafão que era inexistente há apenas alguns meses. Sène prega posicionamento, comunicação e rotações disciplinadas — conceitos que agora estão visivelmente incorporados no jogo de Detroit.
E não são apenas os pivôs. Ausar Thompson, o ala novato, se beneficiou imensamente. Seus instintos defensivos eram brutos vindo do Overtime Elite, mas Sène o ajudou a refinar sua técnica, transformando-o em um defensor de perímetro de elite que regularmente frustra estrelas adversárias. Na semana passada, contra os Celtics, Thompson segurou Jayson Tatum em 6 de 18 arremessos quando ele era o defensor principal. Esse tipo de impacto defensivo individual, replicado em todo o elenco, é como você passa de motivo de chacota a um legítimo candidato.
É o seguinte: Sène não é apenas um gênio tático. Ele se conecta com os jogadores. Vindo de uma formação diferente, ele traz uma compreensão cultural única que ressoa, especialmente com o vestiário diverso que os Pistons construíram. Ele passou anos jogando profissionalmente na França e entende a rotina. Essa empatia, combinada com sua perspicácia tática, o torna uma força poderosa. Você vê jogadores como Marcus Sasser, que lutou com a consistência no ano passado, agora comandando com confiança a segunda unidade e acertando arremessos decisivos. A presença constante de Sène na quadra de treino, trabalhando em cada pequeno detalhe do movimento sem bola e da seleção de arremessos de Sasser, tem sido fundamental nesse crescimento.
Falando sério, a diretoria dos Pistons merece crédito por identificar o talento de Sène e trazê-lo da G League. Com muita frequência, os assistentes técnicos são negligenciados, suas contribuições ofuscadas pelo treinador principal e pelos jogadores estrelas. Mas a transição de Sène do Cruise para o time principal foi perfeita, e seu impacto tem sido imediato e profundo. Ele não é apenas um cara de "desenvolvimento de jogadores"; ele é um construtor de cultura.
Previsão: Até o final desta temporada, Assane Sène será um dos principais candidatos a um cargo de assistente técnico em um time contendente, e se os Pistons continuarem assim, ele pode até conseguir algumas entrevistas para treinador principal no próximo verão.